Chef’s Table aposta em histórias de gente que trata a culinária como arte

Uma das coisas mais legais da Netflix é o “se você gostou disso, também pode gostar disso”. Seguindo a minha paixão por documentários e o fato de eu ter assistido duas vezes ao filme Chef — recomendo fortemente, apesar de ser meio bobo —, o algoritmo do serviço de streaming me entregou de bandeja a maravilhosa série Chef ‘s Table. Disponível no serviço desde o final do mês passado, a atração conta, em seis episódios, as histórias de seis dos maiores chefs de cozinha do mundo, passando por culinária de todo tipo, da italiana à argentina; da consciente à requintada contemporânea.

Mas quem espera aprender a cozinhar com esses programas pode tirar o forninho da chuva. O foco aqui é conhecer a vida desses personagens e sua relação com a culinária, ouvir suas dificuldades e navegar por suas trajetórias rumo ao topo do mundo gastronômico.

Chef’s Table acerta muito também no visual. A fotografia é impressionante, tanto com o sal caindo em slow motion, de-va-ga-rinho, com uma linda luz de fundo sobre o ovo quebrado no monte de farinha, até os belos cenários escolhidos para contar as histórias, dentro das cozinhas e do lado de fora, em locações na Itália, na Patagônia, no interior dos EUA e em outros lugares maravilhosos.

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Niki Nakayama é a estrela do quarto episódio de “Chef’s Table” Foto: Netflix / Divulgação

Na contramão também de programas culinários super-realistas, Chef’s Table é poético no visual e na narrativa, contando histórias com sensibilidade. As narrativas são conduzidas pelos relatos dos próprios chefs, entrecortadas por entrevistas com outros integrantes da cozinha, parentes, amigos e até críticos gastronômicos também renomados.

Para além da experiência com a comida, o programa aposta em pessoas, gente de verdade que faz da culinária uma arte. Três dos diretores responsáveis pela primeira temporada — David Gelb (episódio 1), Clay Jeter (episódios 3 e 6) e Brian McGinn (episódios 5 e 6) — são jovens e praticamente novatos, com experiência em outros documentários e curtas-metragens. Já Andrew Fried, diretor do quarto episódio, sobre a chef Niki Nakayama, e também o produtor executivo de toda a série, soma outras conquistas relevantes como o reality The Glee Project e o especial para a TV de Oprah Winfrey sobre o Oscar de 2010.

Fonte: Zero Hora

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